Informação, Saúde

Shilajit: o potencial em problemas cognitivos

Shilajit é apontado por investigadores pelo seu potencial na possível prevenção e ou retardação da doença de Alzheimer. Os seus compostos antioxidantes, como ácido fúlvico, contribuem para a saúde cognitiva e a investigação indica que pode reduzir processos de inflamação.

O estudo “Shilajit: um fitocomplexo natural com potencial na actividade procognitiva” é um dos que suportam esta teoria e foi publicado no site Pubmed.

O estudo refere que o “shilajit é um suplemento alimentar potente e muito seguro, potencialmente capaz de prevenir várias doenças, mas a sua principal aplicação médica parece advir dos benefícios na cognição e potencialmente como suplemento alimentar para prevenir a doença de Alzheimer.”

O trabalho publicado em 2012 indica que o ácido fúlvico, obtido através da decomposição de matéria húmica, compõe cerca de 60% a 80% do Shilajit e é facilmente absorvido pelo trato intestinal.

“o shilajit mitiga os efeitos da CFS [Síndrome de Fadiga Crónica] neste modelo, possivelmente através da modulação do eixo HPA

O ácido fúlvico é um dos agentes responsáveis pelos potenciais benefícios graças ao elevado nível antioxidante. A abrangência dos seus efeitos, bem como dos vários compostos minerais existentes no shilajit, justificam a extensa aplicação pela medicina ayurvedica.

O mesmo estudo refere outros trabalhos científicos com dados comprovados. Um deles, mostra que o índice ORAC (capacidade antioxidante) entre 50 e 500 unidades T/g do shilajit é substancialmente maior que os valores do mirtilo ou noni. Os pesquisadores concluem que, com base nestes valores, o shilajit é um “poderoso fitocomplexo antioxidante”.

Outros benefícios de Shilajit

O potencial terapêutico desta substância tão usada pelos médicos e terapeutas ayurvédicos, estende-se a outras condições de saúde, como, por exemplo, estados de fadiga crónica.

Um dos estudos nesta matéria, publicado no ScienceDirect, mostra que “o shilajit mitiga os efeitos da CFS [Síndrome de Fadiga Crónica] neste modelo, possivelmente através da modulação do eixo HPA [hipotálamo-pituitária-adrenal] e preservação da função e integridade mitocondrial.”

Também situações relacionadas com baixos níveis de testosterona podem beneficiar com a toma desta resina natural. Um estudo efetuado com voluntários de idades entre os 45 e 55 anos, com administração de 250mg de Shilajit, duas vezes por dia, mostrou um aumento dos níveis globais de testosterona no final de 90 dias. O estudo está publicado no site Pubmed.

O mesmo site reúne diversas fontes que apontam esta substância tradicional no sistema ayurvedico como potencial alternativa em problemas relacionados com altitude, também conhecidos como Mal da Montanha ou Doença da Altitude.

Outros problemas de saúde estão no campo de estudos e aplicação deste composto fitoterapêutico. Infertilidade, dores de cabeça ou anemia relacionados com falta de ferro, ou problemas cardíacos associados com a carência deste mineral podem beneficiar dos antioxidantes e 84 minerais encontrados no Shilajit.

Entre os dados publicados, a quantidade apontada para tomar shilajit diariamente é de 300mg a 500mg.

Fonte: https://www.healthline.com/health/shilajit