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Serrapeptase: poder anti-inflamatório da enzima do bicho-da-seda

A Serrapeptase é uma enzima produzida pela bactéria Serratia, que vive no aparelho digestivo do bicho-da-seda, e é a enzima responsável por dissolver o casulo do bicho-da-seda. A Serrapeptase é uma descoberta relativamente recente e começou a ser estudada apenas nos últimos 30 anos, com resultados muito promissores, sobretudo pela sua poderosa capacidade anti-inflamatória. A Serrapeptase tem demonstrado benefícios em inúmeras áreas como artrites, bronquite, asma, sinusite e doenças oncológicas.

O que são enzimas?

As enzimas são grupos de substâncias de natureza normalmente proteica que existem no nosso organismo. Têm o objetivo de catalisar reações químicas que, sem a sua presença, dificilmente aconteceriam. As enzimas desempenham várias funções. Alguns exemplos:

- Enzimas digestivas: responsáveis pela digestão dos nossos alimentos (ex: amílase, com função de digerir os amidos; protéases, com função de fazer a clivagem de proteínas, etc.)
- Enzimas metabólicas: determinam passos que ocorrem nas vias metabólicas (como a glicólise, ciclo de Krebs, etc.).

As enzimas participam também nos processos de contração muscular, dão suporte ao sistema imunitário, participam na eliminação de toxinas, processos de coagulação, desinflamação do organismo, etc.

A Serrapeptase é uma enzima proteolítica (proteases) com ação anti-inflamatória muito superior a outras enzimas proteolíticas conhecidas. Atualmente, a Serrapeptase é produzida através de processos de fermentação, mas foi detetada por cientistas, pela primeira vez, na década de 1970, no intestino do bicho-da-seda. Desde essa altura que começaram os primeiros estudos.

Mecanismo de Ação da Serrapeptase 

• Anti-inflamatória: a Serrapeptase parece ajudar a reduzir o edema pela redução de acumulação de fluídos nos tecidos e aumentado a sua fluidez, o que facilita os processos de drenagem. Para além disso, a sua atividade enzimática dissolve tecido danificado em torno da área afetada, acelerando o processo de cicatrização. Há também indicadores de que a Serrapeptase altera a adesão nos tecidos de células e moléculas que medeiam processos inflamatórios e que estão na base de doenças autoimunes e reumatológicas.
• Analgésico: pode ajudar a aliviar a dor pela sua capacidade inibitória na libertação de aminas indutoras da dor e que são produzidas no tecido inflamado, nomeadamente a bradiquinina.
• Fibrinolítica/caseinolítica: a Serrapeptase tem uma ação fibrinolítica, contribuindo para a quebra das fibrinas e outros tipos de tecidos que se acumulam, por exemplo, aquando da formação da placa de ateroma, para além de contribuir para a dissolução de coágulos sanguíneos e tecido danificado sem afetar o tecido saudável. (1)

Campo de ação da Serrapeptase – o que dizem os estudos científicos

Ação Anti-Inflamatória

A inflamação é uma resposta normal do nosso organismo quando sujeito a determinados tipos de estímulos ou agressões, alturas em que é desencadeada uma cascata de produção de variados compostos inflamatórios. A Serrapeptase parece ter a capacidade de hidrolisar a bradiquinina e histaminas, substâncias responsáveis pela inflamação.

Os estudos com Serrapeptase isolada ainda são poucos. A maioria demonstra uma potenciação do efeito anti-inflamatório em doentes, quando combinado com uma terapêutica anti-inflamatória de base.

Um dos estudos reuniu indivíduos sujeitos à excisão do terceiro molar. Um grupo foi sujeito a uma toma de anti-inflamatório (4mg. de Metilprednisolona a cada 8h) e outro grupo a uma toma de 10mg. de Serrapeptase a cada 12h. Ao final do primeiro, terceiro e quinto dias, analisaram-se os sinais de inflamação e analgesia. Verificou-se que a Serrapeptase foi mais eficaz no controlo do edema pós cirurgia e menos inflamação. O anti-inflamatório apresentou melhores resultados em termos de analgesia. (2)

Um estudo feito em animais demonstrou que o uso de Serrapeptase, combinado com Aspirina, manifestou uma redução do índex de úlceras. Possivelmente, esta enzima - para além de potenciar os efeitos anti-inflamatórios mesmo com doses mais baixas de aspirina - poderá gerar um aumento dos fatores protetores do estômago. Assim, o uso de Serrapeptase poderá ser integrado em estratégias no combate da inflamação, combinado com dosagens mais baixas de fármacos anti-inflamatórios e, por consequência, com um menor impacto no organismo, devido a efeitos secundários associados (gástricos, hepáticos, etc). (3)

Ação Anti-Bacteriana

Os biofilmes bacterianos são comunidades de bactérias envoltas por substâncias (principalmente açúcares), produzidas pelas próprias bactérias, e que conferem proteção contra diversos tipos de agressões como, por exemplo, falta de nutrientes, uso de um antibiótico ou algum agente químico utilizado para combater bactérias. Os biofilmes podem aderir a superfícies abióticas, como os catéteres utilizados em tratamentos médicos, dentes, tecidos e células.

Um estudo in vitro, feito com as bactérias Staphilococus aureus e Staphilococus epidermis (bactérias comuns na epiderme humana e em mucos humanos e animais e que são responsáveis por gerar doenças), demonstrou que estas conseguem produzir biofilmes e que as enzimas da classe protease (onde se inclui a Serrapeptase) conseguiram eliminá-los de forma muito específica. Este estudo testou vários tipos de proteases (proteinase, tripsina, quimiotripsina, carboxipeptidase) e a Serrapeptase mostrou ser a mais eficaz na destruição dos biofilmes.

A sua mecânica de ação está relacionada com o fato de afetar, de forma discreta, um conjunto de proteínas que participam na formação do biofilme, a virulência (capacidade de multiplicação e provocar doenças), e a capacidade de adesão e invasão destas bactérias. Ao destruir esta membrana protetora bacteriana, esta "super-enzima" parece ter uma ação terapêutica promissora, isoladamente ou em terapias combinadas no combate e prevenção de colonização e infeções por Staphilococos. (4)

Outro estudo em infeções por S.epidermis em ratos sujeitos a uma cirurgia com introdução de um implante, demonstrou que a combinação de Serrapeptase com um antibiótico gerou uma melhora significativa no tempo de cura. Verificou-se o mesmo resultado em estudos in vivo com Pseudomonas auruginosa e Sthaphylococus epidermis. Podemos extrapolar com estes resultados que, numa época em que cada vez mais surgem casos de resistência a antibióticos, a Serrapeptase poderá marcar diferença em terapêutica combinada, ainda que a sua eficácia anti-bacteriana, por si só, seja também de destacar. (5)

Ação sobre mucos

A Serrapeptase é conhecida pela ação liquidificante de mucos, efeito interessante em pessoas que sofram de doenças crónicas das vias respiratórias como renite, sinusite e asma. A enzima parece reduzir a contagem no número de neutrófilos dos mucos, diminuindo a inflamação, bem como o grau de viscosidade e elasticidade do muco. Existem também melhorias na tosse e expetoração. (6)

Dosagens Recomendadas:

Os estudos recomendam doses entre os 10mg. e 60mg. diários, com a toma em estômago vazio e sem ingestão de alimentos, pelo menos, 30 minutos após a toma. A atividade enzimática é medida em unidades, sendo que 10mg. equivale a 20.000 unidades de atividade enzimática.

A Serrapeptase é destruída em meio acídico. Assim, é fundamental optar por uma fórmula que tenha cápsulas com revestimento entérico, de forma a conservar a sua bioatividade e a chegar intacta ao intestino, onde será absorvida. (7)

Interações Medicamentosas

Os estudos não reportaram interações medicamentosas, ainda que se recomende alguma precaução na combinação de Serrapeptase com medicamentos com ação fluidificante do sangue. (8)

Dra. Lydia Freire
Nutricionista
Consultora Macrobiótica

Bibliografia
(1) Bhagat S. et al., Serratiopeptidase: a systematic reviwe of the existing evidence. International Journal of Surgery (2013) 11: 209-217.
(2) Chappi M. et al., Comparison of clinical efficacy of methylpredinsolone and serrapeptidase for redcution of postoperative sequelae after third molar surgery. J.Clin Exp Dent. 2015; 7(2): 197-202.
(3) Swami A. Et al., Effects of some clinically used proteolytic enzymes on inflammation in rats. Indian J Pharma Sci. 2008; 70(1): 114-117.
(4) Artini M, et a., Comparison of the action of protéases on virulence properties related to the staphylococal surfasse. J Appl Microbiol. (2013) 114: 266-277.
(5) Romano C. et al., Antibiofilm agents and infections in orthopaedics: where are we?. Journa of Chemotherapy (2013) 25(2): 67-80.
Selan L. et al., Proteolytic enzymes: a new treatment in prosthetic infections? Antimicrobial agents and chemotherapy (1993) p. 2618-2621.
(6) Bhagat S. et al., Serratiopeptidase: a systematic reviwe of the existing evidence. International Journal of Surgery (2013) 11: 209-217.
https://examine.com/supplements/serrapeptase/
(7) https://examine.com/supplements/serrapeptase/
(8) S. Bhagat et al., Serratiopeptidase: a systematic review of the existing evidence. International Journal of Srgery 11 (2013): 209-217.

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