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Uma embarcação da reserva marítima de Papahoānaumokuākea, na costa do Hawai, apanhou, há três anos, uma rede de pesca que pesava 11,5 toneladas, na sua a maioria, plástico. A praia de Kamilo, também nas ilhas paradisíacas do Hawai, foi apontada como a praia mais suja do mundo num estudo em 2011, que concluiu que a camada superior da areia poderia ter mais 30% de plástico em peso. Há estudos que indicam que os oceanos têm 50-80% de plástico, tornando-os uma espécie de contentores de lixo da sociedade moderna. Estes dados apontados no site nature.com, num artigo intitulado, em tradução livre, “Garrafas, sacos, cordas e escovas de dentes: a luta para apanhar os plásticos do oceano” (1) são uma ínfima parte dos números e estimativas existentes acerca do plástico nos oceanos, segundo a mesma fonte, uma área difícil e dispendiosa de estudar mas que tem reunido nos últimos anos cada vez mais especialistas. O plástico é um dos problemas do Homem no que toca à poluição do planeta e uma guerra difícil de travar nos próximos anos (décadas?...) a que não há como fugir.

Uma das armas a utilizar nesta luta contra a poluição dos oceanos, que não se sabe como nem quando terminará, passa pela tomada de consciência e intervenção diária da população, contribuindo para, pelo menos, não aumentar as alarmantes quantidades de plástico e ter atenção na sua reutilização, uma vez que o plástico não desaparece no momento em que o colocamos no ecoponto. Se, por um lado, e no ponto a que a nossa sociedade chegou, é difícil (quase impossível, para alguns) prescindir da totalidade do plástico, por outro, podemos tentar contribuir para reduzir os estragos e os malefícios que este material está a trazer ao nosso planeta e que, não poucas vezes, está mais perto do que pensamos.

Bambu: ecológico e biodegradável

Foi o que fez um dentista de Brisbane, Austrália, quando ficou alertado para as mais de 30 milhões de escovas de dentes deitadas fora ao fim de um ano pelos australianos. Sendo difícil saber onde serão depositadas, não é difícil perceber que muitas dessas escovas não são colocadas em pontos de reciclagem, ou não fosse o artigo da nature.com incluir as escovas de dentes no título. Para o dentista que acabou por fundar a Environmental Toothbrush (2), a opção mais acertada acabou por passar por escovas de dentes em bambu. A resistência das fibras de bambu, a rapidez de crescimento da planta, a não necessidade de utilização de pesticidas e a pouca água necessária ao seu cultivo são algumas das razões pelas quais o bambu é o material eleito para escovas de dentes amigas do ambiente, como as escovas da Babu, por exemplo. 

No caso das escovas Environmental Toothbrush, a supespécie de bambu utilizada nas escovas chama-se Moso, um tipo de bambu que cresce facilmente em imensas quantidades e que, para produzir as escovas australianas, é cultivado por agricultores e não apanhado em florestas. Além disso, e segundo a marca, este bambu Moso não faz parte da alimentação do Panda Gigante e, portanto, não coloca em risco a sua subsistência. O Panda é mesmo o símbolo destas escovas de dentes, um produto que pretende ser uma alternativa ecológica e sustentável e não uma ameaça a qualquer espécie.

Apesar dos esforços em encontrar material biodegradável para produzir as cerdas das escovas de bambu, os responsáveis afirmam ainda não existir uma alternativa viável, apesar de o pêlo de javali poder ser uma opção para alguns produtores mas a marca pretende oferecer um produto ecológico e vegan. Assim, as cerdas são produzidas com um polímero livre de elementos nocivos como o BPA, um componente vulgar mas nocivo na composição de alguns plásticos, por exemplo. O fabricante aconselha que, no fim do ciclo de vida da escova, se cortem as cerdas e se coloquem em pontos de reciclagem, separando-as da madeira, essa sim, biodegradável e sem risco de poluição para os solos. A própria embalagem de papel reciclado é, segundo a marca, biodegradável, contribuindo também para o meio ambiente mais saudável.

Mesmo que a poluição do plástico – um dos vários géneros de poluição criados pela presença humana na Terra – seja uma tarefa extremamente difícil de anular ou diminuir, a resolução do Programa Ambiental das Nações Unidas na Conferência, de Nairobi, não deveria passar despercebida: “a presença do lixo de plástico e dos microplásticos no ambiente marítimo é um problema sério a nível global e que precisa de resposta urgente a nível global.” Escovas de dentes seriam, à primeira vista, uma resposta pouco eficaz. Mas, tendo em conta os números alarmantes do plástico e das próprias escovas de dentes deitadas fora, não serão uma (pequena) parte da solução?! E, como tantas outras, ao nosso alcance todos os dias!…

(1) - http://www.nature.com/news/bottles-bags-ropes-and-toothbrushes-the-struggle-to-track-ocean-plastics-1.20432

(2) - http://environmentaltoothbrush.com.au/


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